Você me faz sorrir olhando a tela do celular, e parecer uma louca para quem me olha e não entende o quanto é bom ter alguém como você, que torna tudo melhor e mais fácil. E me faz querer sorrir por tudo e o tempo todo. Me faz escutar uma música qualquer e fazer dela parte da nossa trilha sonora. E me imaginar cantando para você, te colocando pra dormir todas as noites. E, depois, zelando teu sono e ouvindo tua respiração calma, tanto quanto o meu coração por sentir o teu mais perto. Me faz pensar em você com esse teu sorriso lindo olhando pra mim, me guardando no teu abraço e me fazendo esquecer todo o resto. Me faz escrever sobre você quando eu menos espero, sobre coisas que eu ainda não entendo como ou por que. Mas que, ao mesmo tempo, acontecem sem esforço algum. E me faz perceber que, sem perceber, minha felicidade se tornou parte da tua. E, você, parte de mim.
Seja. Sem medo de ser. Sem medo do que os outros vão pensar. Seja o que quiser ser. Seja a sua felicidade e não deixe que nada, nem ninguém, tire o sorriso do seu rosto.
Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam, de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e, sim, para disfarçá-la, sufocá-la. Ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.